Por um instante, ouviu a voz de Renato como se ele estivesse dentro daquele vestiário, encostado em algum canto luxuoso, observando-a com aquele escárnio e desprezo costumeiro, que conseguia diminuir tudo dentro dela antes mesmo que abrisse a boca.
“Você não tem senso do ridículo?”
Lua apertou os braços contra o próprio corpo.
A respiração começou a falhar.
“Esse tipo de roupa não foi feito para gente como você. O que te deu nessa cabeça oca para vestir isso?!”
Lua fechou os olhos com força, te