Mundo de ficçãoIniciar sessãoLaura é a filha "preciosa" do dono do morro, que, após ficar seis anos na Itália, volta para assumir o lugar de seu pai no comando do tráfico da Rocinha. Entretanto, ao pôr os pés no Rio de Janeiro, ela descobre que o morro foi tomado por um desconhecido, que seu pai está preso em cativeiro e que sua cabeça está a prêmio. Então, para pegar tudo aquilo que lhe foi tomado de volta, ela decide ir por conta própria até o mais novo dono do morro, Valentim, fingindo ser uma patricinha que não sabe de nada do que está acontecendo por lá e tendo consigo o único objetivo de acabar com seus inimigos e ex-aliados, de dentro para fora e um a um. No entanto, quando ela o vê, percebe que será mais difícil do que imagina, uma vez que a atração entre eles é inegável e isso pode colocar tudo a perder, para ambos.
Ler maisLaura Eu estava em meu quarto, pensativa sobre as coisas que haviam acontecido naquele dia quando Isabel invadiu meu espaço particular e se jogou em minha cama, não ligando para o estado que me encontrava. Ela parecia frustrada com algo, igual a eu mesma. Foi inevitável não me compadecer com ela, embora uma parte de mim tinha quase certeza que nossos problemas tinham proporções muito diferentes, sendo assim mais difíceis de resolver. — Algum problema, Isabel? — perguntei, estudando a expressão exasperada que dominava seu rosto aos poucos. — Me chame pelo meu apelido. Você prometeu — ela disse, me fazendo soltar um suspiro. Graças a todas as coisas que eu escondia dela e de todos, eu ainda não estava pronta para chamá-la por seu apelido, mas me obriguei a fazer, uma vez que aquela conversa não iria para frente se eu não o fizesse. De jeito nenhum. — Ok, Isa. O que tanto te incomoda? Ela me olhou por alguns se
Laura Eu estava sentada na cozinha, sozinha, comendo qualquer coisa para apartar a fome que não havia sido saciada durante o café da manhã e almoço. Meus olhos vagavam pelo cômodo, se perguntando a todo momento por que estava tão silencioso ali, sem sinal algum das outras duas mulheres que deveriam estar me fazendo companhia. Suspirei, meio indecisa se eu realmente queria tê-las por perto, me enchendo o saco, ou não. Por mais que soasse tentador ficar ao lado delas, talvez, só talvez, fosse melhor ficar quietinha por algum tempo, inundada por pensamentos diantes e metas que eu ainda não sabia se era capaz de cumprir, não por serem impossíveis, longe disso, a verdade era que, a partir do momento que pisei outra vez naquela casa, todas as minhas crenças se abalaram e eu me vi presa no mesmo dilema de antes, um difícil demais de engolir: Eu realmente tinha que cumprir meus objetivos iniciais? Balancei minha cabeça, não querend
ValentimMarcelo estava sentado à minha frente, passando algumas informações sobre o sequestro de Laura que ainda não haviam sido apurados direito, uma vez que eu havia literalmente matado todas as testemunhas e o que sobrara era só as informações que não foram destruídas pelos sequestradores em uma jogada rápida para livrar a barra de quem quer que fosse seu líder.Eu não estava satisfeito com isso, principalmente depois de ter uma conversa meia boca com Luara e nem ter conseguido metade do que eu buscava com isso. Mas, ao mesmo tempo, eu sabia que havia sido erro meu, então, não tinha o direito de questionar.Bufei, atraindo a atenção do meu amigo para mim. Ele me encarou por alguns segundos, como se quisesse dizer algo, mas apenas balançou sua cabeça de um lado para o outro, como se tentasse afastar o que quer que seja que tenha aparecido ali pelos poucos segundos que seus olhos se mantiveram em mim, muito avaliadores.— Pode falar, eu não vou
ValentimMeus passos se arrastavam pelo corredor, sem saber o que pensar. A conversa que tive com Laura a pouco segundos atrás me incomodava, de um jeito que eu não era capaz de entender. O que era esse sentimento estranho que estava apertando meu peito? Eu estava com pena dela? Era isso? Ou havia algo em sua fala que não condizia com as coisas que eu vi acontecerem?Não parecia ser esse último, embora uma bulga sempre permaneceria atrás da minha orelha enquanto nós dois fossem inimigos e nada além disso — o que eu estava quase desconsiderando. Depois de tudo que passei para salvá-la, talvez, só talvez, eu devesse começar a olhar para Laura como alguém importante o suficiente para me deixar meio louco das ideias e capaz de ir até o fundo do poço para ajudá-la.Sim, eu deveria começar a considerar isso. Só não sabia muito bem como fazê-lo.Suspirei, tentando não pensar nessas coisas complicadas. Isso não faria muito bem para minha cabeça, muito menos me daria as respostas que eu tanto





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