A manhã estava morna e sem pressa, o céu nublado prenunciava uma possível chuva. O aroma doce do café recém-passado se misturava ao som distante da rua e com o aroma de pão fresco no ar da panificadora Saborear. Serina sentou-se em uma mesa discreta, onde a luz natural filtrava-se com suavidade, projetando sombras em movimento sobre a madeira envernizada. Ela mexia distraidamente a colher na xícara, sem prestar atenção ao som ambiente ou às pessoas ao redor. A ansiedade vibrava sob a pele. Espe