Resmungo para o nada. A porta se abre com violência, a luz do corredor entra, e vejo sua silhueta aumentar ao se aproximar. O que ele vai fazer agora? Uma lavagem estomacal em mim? Ele se inclina e me pega nos braços sem dizer uma palavra. Se achasse que adiantaria, eu lutaria com ele.
Mas não luto. Eu o deixo me levar até seu quarto e me deitar em sua cama. Viro de bruços, enterrando o rosto no travesseiro, fechando os olhos e fingindo não adorar o conforto do cheiro dele nos lençóis.
Esto