James
Depois de algumas horas tentando dormir no apartamento do Christopher, com o corpo cansado demais e a mente inquieta demais para descansar de verdade, resolvi voltar ao hospital. O silêncio do lugar me incomodava menos do que o silêncio do apartamento vazio. Precisava ver minha mãe. Precisava ficar ali, mesmo que fosse só observando sua respiração subir e descer.
Quando cheguei ao quarto, encontrei meu pai em pé, próximo à janela, e Christopher sentado na poltrona ao lado da cama. Meu pai me encarou por alguns segundos. Não disse nada. Apenas fez um leve aceno com a cabeça, duro, contido, como se qualquer palavra pudesse desmontá-lo. Aquilo me atingiu mais do que se ele tivesse dito alguma coisa.
— Como ela está? — perguntei, quebrando o silêncio.
Christopher se levantou devagar, esfregando o rosto com as mãos.
— Falamos com os médicos — disse. — Pelo que os exames iniciais mostram, está tudo sob controle. Ela foi socorrida rápido, isso fez toda a diferença.
Chris