Lilly
Meu pai finalmente adormece e o quarto do hospital fica com aquele silêncio esquisito, quebrado apenas pelo bip distante de algum monitor e pelo ar-condicionado que nunca parece acertar a temperatura. Fico sentada na poltrona ao lado da cama folheando revistas que eu nunca compraria, daquelas com chamadas gritadas e matérias que prometem mudar sua vida em cinco passos ridículos. Leio sem ler de verdade, só para ocupar a cabeça e não pensar demais.
O rosto do meu pai relaxado me dá