Alice
Fabiana era minha melhor amiga. O meu maior amor. O que eu sentia por ela — e ainda sinto — é inexplicável, como se fossemos almas gêmeas.
Mas agora mal consigo olhar para ela. Sempre que a vejo ou sequer ouço seu nome, lembro do som da sua voz dizendo aquelas coisas sobre mim no rádio, me lembro da decepção no rosto dos meus pais. Mil vezes preferiria que ela nunca tivesse me ajudado com Edvaldo, se aquele seria o desfecho.
Dói ter visto minha família quase desmoronar. Mas o que mais dói