Ecos da Selva
Peter saiu do necrotério com o peito pesado, as mãos frias e o coração latejando como um tambor do inferno. Entrou no carro em silêncio, jogou a prancheta no banco do passageiro e acelerou pela cidade sonolenta, passando por postes que tremeluziam como se quisessem contar segredos que ninguém mais queria ouvir.
Parou na frente da delegacia, desligou o motor. Ficou alguns segundos encarando o volante, depois desceu. Suas botas bateram no chão com o peso de quem carregava mais que a