Necrotério
Peter saiu da sorveteria e sentiu a umidade da tarde grudada na pele como um presságio. O céu estava mais escuro do que antes, mesmo sem chuva. O som dos próprios passos sobre o asfalto molhado soava mais alto do que deveria.
Ele caminhou até o carro estacionado na esquina e abriu a porta do motorista. Mas algo... não estava certo.
Ele parou. Não entrou. Manteve a mão na maçaneta e virou lentamente o olhar para o fim da rua.
Nada.
Exceto a sensação.
Como se algo, ou alguém, o observa