Helena Marin
Ela se referia ao meu “mundo interior”, um conceito que criamos para ela nomear sentimentos e pensamentos. Cores, texturas e sons. E ela estava certa. A lembrança da presença de Ethan Doyle em minha mente tinha uma qualidade azul, profunda e calma. Diferente do vermelho da ansiedade, do cinza da tristeza.
Não havia como negar, para ela ou para mim mesma.
— Talvez goste — concordei, minha voz embargada. — Agora, que tal a gente ir para casa? A Maria fez bolo de banana.
— O quadradin