Mundo de ficçãoIniciar sessãoA ausência de Azade naquela noite deixou a casa em um silêncio quase palpável, quebrado apenas pelo som do vento da Capadócia batendo suavemente contra a janela. Para Yaman e Gönül, aquela liberdade era tudo o que precisavam. Não havia mais a preocupação de sussurrar ou de contar os minutos antes que alguém os pegasse no flagra.
Assim que a porta da frente foi trancada, o ar entre eles pareceu carregar uma eletricidade quase palpável. Gönül não esperou. Ela o puxou pela gola da camisa verde que ele vestia, selando seus lábios em um beijo urgente, faminto e sem rodeios. Yaman a segurou pela cintura, erguendo-a sem esforço contra seu corpo enquanto caminhava em direção ao quarto, sem quebrar o contato de suas bocas nem por um segundo. Ali, sob a luz fraca da luminária da cabeceira, a paixão se desenrolou em sua forma mais crua. Yaman a deitou na cama com cuidado, mas o desejo que o dominava era avassalador. Cada toque de suas mãos fortes na pele clara de Gönül parecia acender um fogo invisível. Para ele, ela não era apenas uma mulher atraente; era a personificação de uma fantasia, o motivo pelo qual ele esquecera todas as suas responsabilidades em Istambul. Quando ele se desfez de suas roupas e cobriu o corpo dela com o seu, Gönül soltou um suspiro entrecortado, envolvendo as pernas ao redor da cintura dele. O calor de seus corpos entrelaçados e a respiração descompassada tomaram conta do pequeno cômodo. Yaman se entregava completamente, movido por um impulso ardente de posse e adoração por aquela que acreditava ser sua heroína. A entrega entre os dois foi intensa e desenfreada. Gönül se arranhava em suas costas, deixando-se levar pelo prazer físico que Yaman lhe proporcionava com maestria. Ele era atencioso, mas o que guiava aquele encontro não era uma conexão de almas — era a força incontrolável da atração da mocidade, uma chama que queimava rápido e forte. Enquanto se moviam juntos em um ritmo ritmado e selvagem, suspiros e gemidos contidos escapavam sem controle. Yaman beijava seu pescoço, seus ombros, marcando a pele dela com uma devoção cega, sem imaginar que, para Gönül, tudo aquilo era apenas o aproveitamento de uma aventura passageira. Quando o ápice daquela noite finalmente os atingiu, ambos desabaram na cama, suados e com o coração acelerado batendo contra o peito. Yaman a puxou para seu peito, acariciando os cabelos loiros de Gönül enquanto ela descansava a cabeça sobre o coração dele. Ele olhava para o teto, tomado por um sentimento de realização, acreditando verdadeiramente que o destino os havia unido para sempre. Ao seu lado, no entanto, Gönül fechou os olhos sentindo apenas a satisfação momentânea do corpo, sem saber que o destino já estava tecendo uma teia muito mais complexa e dolorosa para o futuro de ambos. Yaman estava traçando sua própria história, mas o destino preparava uma surpresa que ele deveria está prevendo, afinal não pertencia a uma família simples. Talvez por estar tão envolvido com aquela mulher, acabou esquecendo que o dever e o título de chefe cobraria uma conta inacabada.






