Ana Luiza Martinelli
Acordei com uma sensação estranha de leveza, como se um peso imenso tivesse sido tirado dos meus ombros durante a noite. A claridade suave da manhã invadia o quarto pelas frestas da cortina, aquecendo a pele que ainda carregava lembranças da noite anterior.
Virei lentamente na cama, sentindo os lençóis macios sob meu corpo nu, e lá estava ele. Enzo.
Sentado na beira da cama, com os cotovelos apoiados nos joelhos, ele me observava como se estivesse vendo uma obra de arte. H