O silêncio no carro era confortável. Ana Luiza olhava pela janela, distraída com as luzes da cidade que se estendiam como um tapete iluminado sob o céu escuro. Meu coração batia acelerado, como se cada batida carregasse o peso de tudo que ainda precisava ser dito, de tudo que eu queria viver ao lado dela… de tudo que eu ainda esperava que não fosse tarde demais.
Dirigi devagar, não por medo do trânsito, mas para prolongar cada segundo ao lado dela. A presença dela era um bálsamo que eu havia es