Sempre que eu olhava pelo vidro, lá estava ele.
Me encarando.
Sério? Ele não tinha nada para fazer? O que exatamente era tão urgente assim? Chegou cedo, disse que tinha coisas para adiantar… será que o adiantamento era ficar monitorando o meu trabalho?
Ok. Ignorei.
Fingi normalidade e segui minha vida como se nada estivesse acontecendo.
Até que o entregador atravessou o corredor e parou bem na minha mesa.
Um buquê de lírios brancos.
Lindos.
— Entrega para a senhorita Anne Lopes.