Fernanda Castellane
A luz baixa da sala é o único brilho que me acompanha, refletido discretamente no vidro da televisão enquanto a série Rainha Charlotte continua tocando. Estou largada no sofá, só de robe, as pernas dobradas sob o corpo e uma garrafa de vinho descansando preguiçosamente na minha mão.
Charlotte acabou de dar uma resposta afiada para o rei, e eu dou uma risada baixa.
Tão poderosa.
Tão dona de si.
Queria me sentir assim agora.
Pego o celular para ver as horas.
21h30, então vejo