Pietro Castellane:
Merda.
A situação é constrangedora, para dizer o mínimo.
Meu cérebro trabalha a mil, buscando uma saída, qualquer coisa que desvie a atenção do meu melhor amigo. Fernanda continua pálida, imóvel a minha frente, tentando se esconder atrás de mim, os olhos arregalados, quase sem respirar.
Eu preciso reagir. Rápido.
— As lembrancinhas que a Laura mandou buscar também não estão aqui — falo, forçando a minha voz a sair o mais natural possível, mesmo que por “dentro” – e pelo meu