XLVII

Quando acordei estava de volta as docas, meu peito todo doía, mesmo no escuro vi um hematoma enorme ali, meu rosto também doía pra caramba. Passei a língua, meus dentes embora doloridos estavam todos no lugar.

— Você me deformou. – Escutei a voz do velho. Não o via.

— Pensei que sua mãe tinha feito isso quando você nasceu. – Me apoiei na parede gelada.

— Você não colabora Marjorie, podia te fazer minha coelhinha pelo tempo que eu quisesse, ia te mimar. Mas você é um animal.

— Não preciso do se
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