O apartamento ainda carregava o silêncio da madrugada, mas agora era um silêncio diferente, mais vivo, mais cheio, como se algo tivesse sido aceso ali dentro e ainda estivesse se espalhando devagar pelos espaços. Verena caminhou até a cozinha sem dizer nada, pegando uma garrafa de vinho quase no automático, mais pela necessidade de ocupar as mãos do que por vontade real de beber. Era como se o corpo precisasse de um gesto simples para acompanhar a velocidade dos próprios pensamentos.
Adam ficou