Adam desligou o telefone e permaneceu alguns segundos imóvel, ainda segurando o aparelho na mão. A cidade se estendia diante da janela do apartamento como um cenário perfeitamente iluminado, indiferente às guerras silenciosas que se desenrolavam entre prédios de vidro e concreto. Ele caminhou devagar até o vidro, apoiou uma das mãos na moldura e deixou que o reflexo devolvesse a própria expressão. Um sorriso surgiu, lento, quase involuntário.
Finalmente.
Não era apenas satisfação. Era alívio mi