Dante Martinelli não precisava levantar a voz para ser obedecido. Na maior parte de Nova York, bastava que alguém mencionasse seu sobrenome para uma conversa mudar de tom. Aos trinta e cinco anos, ele tinha construído uma fortuna grande o suficiente para aparecer em revistas de negócios, eventos beneficentes e inaugurações cercadas de fotógrafos, mas aquela era apenas a parte de sua vida que podia existir diante das câmeras. Dante possuía hotéis, restaurantes, casas noturnas, empresas imobiliár