Camille permaneceu parada diante da janela do apartamento por alguns minutos depois de deixar o café. O trânsito seguia constante lá embaixo, faróis cortando a avenida, pessoas caminhando sem saber de nada além dos próprios compromissos. A cidade funcionava como sempre funcionava, indiferente aos jogos silenciosos que aconteciam por trás de portas fechadas. Ela gostava dessa sensação. Nova York nunca parava. E ela também não.
A conversa com Antonella não tinha sido perfeita. A secretária havia