Ruby
Eu sempre achei que o pior medo que alguém podia sentir era perder quem ama. Eu estava errada. O pior medo é saber que vai perder e não poder fazer nada para impedir.
Andrew estava ali, deitado naquela cama, cercado por aparelhos, fios, sons que apitavam como se marcassem o tempo que ainda nos restava. Não era uma possibilidade. Não era um “talvez”. Era uma certeza se aproximando em passos lentos e cruéis.
E isso estava me matando por dentro.
Meu peito doía como se alguém estivesse apertando meu coração com as duas mãos. Eu tentava respirar fundo, mas o ar parecia curto demais. Dustyn se mexia dentro de mim, inquieto, como se sentisse tudo o que eu sentia.
Foi quando a dor veio. Não foi um incômodo. Não foi um aperto leve. Foi uma pontada forte, funda, que atravessou minha barriga e me fez dobrar o corpo instintivamente.
— Ai… — escapei, levando a mão ao ventre.
Ethan, que estava encostado perto da porta, veio até mim no mesmo segundo. O olhar dele mudou na hora. Não era raiva. N