Ruby
Eu estava no sofá, com o celular na mão, revendo pela quarta vez os vídeos que Andrew gravou. No jardim, dentro da tenda, as lanternas deixavam tudo dourado e eu ria como se o mundo não tivesse maldade. No terraço, o vento batia no meu cabelo e ele dizia que queria guardar “a gente” para sempre.
Eu parava em uma cena específica: a mão dele na minha barriga e o sorriso de quem já ama antes de conhecer o rosto do filho.
Eu devia ficar feliz. Mas aquele excesso de registro me dava a sensação