Andrew
Eu nunca gostei de interferências. Nunca tolerei brechas. Segurança para mim sempre foi questão de matemática: previsibilidade, controle e execução impecável. Por isso, quando os relatórios da semana começaram a mostrar um padrão estranho, meu estômago travou.
— Senhor Sinclair… — meu chefe de segurança chamou minha atenção enquanto analisava as câmeras. — Temos uma movimentação duplicada na vigilância. Dois grupos monitorando a mesma área.
Fechei os olhos por um instante, respirando fundo.
— O que quer dizer com “duplicada”?
— Em alguns horários, alguém externo está fazendo o mesmo trajeto que os nossos homens. Segue pelos mesmos pontos… como se estivesse cobrindo o que falta.
Meu maxilar travou.
— Não são seus homens? — perguntei, esperançoso por um erro simples.
— Não, senhor. Nós já confirmamos. Não são nossos.
Engoli seco, sentindo a irritação subir como um fogo lento no peito.
— Então de quem são?
Ele hesitou. Eu reconhecia aquela expressão, suspeita, mas receio de falar