Ethan
Aproximei a mão da nuca dela, os dedos se fechando ali com firmeza, não bastante para machucar, mas o suficiente para que ela soubesse que eu não estava brincando.
— Ainda sinto o teu cheiro naquele quarto que era seu, ruiva — falei, encarando o canto da boca dela. — E sei que você lembra, todo santo dia, da sensação que tem quando é beijada por mim. Não adianta fingir que esqueceu.
Ela colocou as mãos no meu peito e me empurrou, mas o corpo dela tremia.
— Por favor, Ethan… sai daqui! — pediu, a voz embargada. — Se você tiver um mínimo de consideração por mim, vai embora.
Considerei o pedido por meio segundo. O bastante para sentir uma fisgada estranha de respeito por ela. Ruby sempre foi forte. Mais do que eu merecia. Mais do que Sinclair merece.
Mas eu também sou quem eu sou. Um homem acostumado a tomar à força o que o mundo negou. Hesitei, sim. Só que a vontade de sentir o gosto dela de novo falou mais alto.
Segurei o rosto de Ruby com as duas mãos, puxei de leve e encostei m