156. Rastreador
Caroline Hart
A vida é mesmo irônica.
Suas voltas, seus jogos. Suas promessas quebradas disfarçadas de destino.
Quando eu tinha quinze anos, costumava sonhar com o dia em que conheceria meu pai. Me perguntava se ele se pareceria comigo. Se gostaríamos das mesmas coisas. Se ele sorriria ao provar meu arroz com ervas o primeiro prato que aprendi a fazer sozinha.
Se ele me amaria.
Por que ele me abandonou?
Eram tantos “porquês” idealizados por uma adolescente carente de respostas.
Na adolescênci