120. A traição e o plano
As paredes da mansão pareciam mais frias naquela noite. Gael dormia, finalmente, depois de horas inquieto. Eu mal tinha conseguido descansar. Não era apenas o pós-parto. Era o ar. A sensação de que alguma coisa estava prestes a desmoronar.
Damon entrou no quarto com o semblante carregado. Tinha aquele olhar que só usava quando algo sério acontecia — e ele tentava esconder de mim.
“Fecha a porta”, pedi, antes mesmo que ele dissesse uma palavra.
Ele fechou. E então, caminhou até mim em silêncio.