121. Nada a perder
Caroline Hart
A estrada estava molhada e silenciosa. O céu, coberto por nuvens espessas, parecia o prenúncio de algo grande. Eu segurava firme o casaco sobre o colo, tentando ignorar a ansiedade que apertava o estômago.
Damon dirigia com os olhos fixos na estrada, a mandíbula travada. Sabia que ele estava tenso, mas não dizia nada. Nem precisava. Eu podia sentir.
“O chalé é isolado?”, perguntei, tentando quebrar o silêncio sufocante.
“Sim. Richard mandou construir especialmente para me