112. Entrevista
Caroline Hart
O som do telefone ainda ecoava na minha cabeça quando voltei para dentro de casa. A notícia já estava rodando na redação, e em menos de uma hora o jornalista me mandaria o link da entrevista marcada. Minhas mãos tremiam, mas era um medo diferente, era coragem bruta. Era fazer o que precisava ser feito, mesmo sabendo das consequências.
Damon estava sentado na poltrona do escritório, as mãos cruzadas, olhando para a lareira apagada. Assim que entrei, ele ergueu o olhar. Aquele olhar