113. A paz nunca chega
Caroline Hart
A luz do notebook refletia no meu rosto, misturando meu suor ao nervosismo. A ligação começou com um estalo. O jornalista parecia preparado para triturar minha vida em manchetes, mas não vacilei. Meu nome era Hart. E, pela primeira vez, eu ia honrar esse nome do meu jeito.
“Caroline, você está pronta pra gravar?”
“Mais do que nunca. Vamos começar logo.”
Ele tentou ser gentil, mas a voz dele cheirava a escândalo. Começamos do começo: infância, carreira, sumiço. Mas foi quando falo