O som da água era distante. Como uma canção triste ecoando de outro mundo.
Aurora flutuava entre a consciência e o vazio. O frio era constante, como se tivesse se tornado parte dela. E então, algo mudou. Uma luz quente e prateada atravessou a escuridão.
A Lua.
Mesmo sob a água, mesmo ferida, traída e quebrada, a Lua não a abandonou.
Seu corpo envolto em sangue e folhas começou a brilhar. As marcas da loba, que sempre