Pietro Cavallini
Eu estava a milímetros.
Milímetros de distância do erro mais doce da minha vida. Meus lábios roçavam nos dela, um toque fantasma que carregava um meses de saudade acumulada. O ar entre nós estava carregado, elétrico, denso o suficiente para que eu pudesse sentir o tremor sutil nos dedos dela, que ainda esmagavam o tecido da minha camisa.
Se eu avançasse, eu a teria. Mas eu não teria a minha Fernanda. Teria uma mulher confusa buscando abrigo em um desconhecido atraente. E eu não