Pietro Cavallini
O som não era de música. Era de uma britadeira perfurando minha têmpora direita e saindo pela esquerda. Abri os olhos e a luz branca de São Paulo, filtrada pelos restos das minhas cortinas, cortou minha retina como uma lâmina de barbear.
Eu estava no chão. O cheiro de uísque barato e caro misturado ao pó das maquetes destruídas era o meu novo perfume. Tentei me mexer, e cada vértebra protestou, lembrando-me do colapso da noite anterior. Tateei o tapete persa até encontrar o ce