Fernanda Vasques
O cheiro de shampoo de lavanda ainda estava impregnado na minha pele quando entrei no carro do Pietro. São Paulo estava um caos, o trânsito da Marginal parecia um estacionamento gigante sob a garoa fina, mas dentro daquele carro, com o som baixo e o perfil sério do Pietro ao meu lado, parecia que tínhamos nossa própria bolha.
— Você está com cara de quem quer demitir o mundo, Cavallini — eu disse, deixando minha cabeça descansar no banco de couro enquanto observava os prédios