Pietro Cavallini
O sol da manhã na Itália entrou suave, mas a conversa da noite anterior ainda ecoava. Fernanda dormia com o rosto sereno, um contraste absoluto com a mulher que me mandava para o inferno a cada cinco minutos em São Paulo.
Fiquei observando ela e lembrei do dia em que imprimi aquelas folhas do "Manual do Amor". Eu realmente queria que ela parasse de sofrer. Eu queria que ela tivesse olhos clínicos para os babacas. Eu só não contava que, ao abrir os olhos dela para o mundo, eu ac