Eu pisquei e ele leu meus pensamentos? Ou pior... ele sentiu que eu estava pensando nele?
Por um segundo, encaro a mensagem como se ela fosse uma armadilha. Porque, de certa forma, é.
Eu sei que é.
Fora daquele prédio, eu não tenho mais obrigação alguma com ele. Não sou mais sua assistente, sua funcionária, sua peça no jogo corporativo.
Meus dedos pairam sobre o teclado. Minha mente grita não, mas algo dentro de mim—um instinto primitivo, insaciável—já tomou a decisão por mim.
"Posso chegar em