A mão do Carlos manteve-se estendida depois do “vem”, firme e tranquila, como se aquele gesto fosse mais do que um simples convite. Coloquei a minha na dele sem hesitar.
Os dedos entrelaçaram-se com naturalidade, e ele conduziu-me até à beira da varanda. A mesa ainda guardava vestígios do jantar sob a cerejeira, algumas pétalas espalhadas sobre a madeira. O aroma leve das flores misturava-se com a brisa fresca da noite.
O rio Douro estendia-se à nossa frente, escuro e sereno sob a luz da lua. A