O avião toca o chão e o impacto ecoa dentro de mim como um aviso.
Não é forte, não é brusco é definitivo. Como se o corpo entendesse antes da mente: chegamos.
A porta se abre.
O ar é diferente, frio demais.
Gabriel segura minha mão desde a poltrona até a escada, firme, como se pudesse me ancorar ao mundo.
Eu deixo. Preciso dele ali.
É tudo que eu tenho...
Quando descemos, não há espera.
Não há tempo.
Não há paisagem.
Um carro já nos aguarda, discreto, vidros escuros.
Um homem diz