LARA:
Meus olhos se abriram devagar, mas a claridade do hospital feriu minha visão.
Antes que eu pudesse me situar, senti o peso do abraço da minha mãe.
Ela chorava contra o meu ombro, um som abafado que me fez querer fechar os olhos e fingir que eu ainda estava nos braços do Gabriel. Meu pai estava ao lado, com as mãos trêmulas, mas o olhar severo.
— Você vai para casa conosco, Lara.
ele disse, com uma autoridade que tentava esconder o desespero.
— Já assinamos os papéis. O Cristian vai