GABRIEL:
Estava na sala do meu escritório, o celular largado sobre a mesa, a tela ainda acesa.
Mensagem visualizada.
Sem resposta.
Aquilo não deveria significar nada.
Eu sabia disso. Mesmo assim, meu estômago apertou de um jeito idiota.
Aquilo era o quê? Um fora?
Porque só não responder que não tava afim?
Aquilo comia meu cérebro.
Bloqueei o celular, levantei da cadeira, fui até a janela.
A cidade correndo como sempre, pessoas sempre tão estressadas, tão robóticas, era isso que me fazia estar