Abracei ela como se meu mundo inteiro estivesse ali.
A gente riu, errou receita, sujou tudo.
Sentamos no chão da cozinha, enquanto eu lambia a vasilha do recheio.
— Mãe…
falei baixo.
— Quando eu for…
Ela endureceu na hora.
— Não fala assim.
— Escuta...
ergui o rosto.
— Eu preciso que você escute.
O silêncio pesou.
— Eu quero que vocês sejam felizes. Quero que continuem vivendo. Que riam. Que viajem. Que amem.
Ela chorava em silêncio.
— Eu tô bem, mãe.
segurei as mãos dela.