— Você é sempre assim, cheia de respostas? — Sorriu ao perguntar suspendendo a sua mala e colocando em cima da pequena mesa de centro de madeira com o tampão de vidro.
— Sim, eu sou! Mas você não precisa gostar.
— E quem disse que não gosto? — Ela parou de remexer a sua mala e me fitou desconfiada.
— Eu te chamei de cretino, imaginei que isso fosse óbvio.
— Mas não é! — Lourdes me olhou atentamente.
— Eu já vi você! — Admiti, não teria o porque guardar segredo sobre isso com ela.
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