O Café da Manhã do Silêncio
Cheguei cedo, como de costume, e logo percebi que o doutor Lucero já estava em sua sala.
Mas havia algo diferente nele naquela manhã. O terno impecável, sim, o cabelo alinhado como sempre, mas o olhar, distante.
Havia um peso nos ombros dele que nem a gravata perfeitamente ajustada conseguia esconder.
Respirei fundo, ajeitei a agenda contra o peito e bati levemente à porta.
— Posso entrar, doutor Lucero?
Ele ergueu os olhos devagar, tirando-os da tela do notebook.
—