P.O.V VICTORIA
Minha mão trêmula faz um pequeno redemoinho no copo de água que Marcos me serve enquanto encaro o chão abaixo de mim, parecendo vibrar como em um terremoto de escala 4.0, e parece que a qualquer segundo vou cair do sofá.
— Ele não foi assaltado, Marcos...- balbucio.
— Não sei muito bem como aconteceu, as notícias ainda estão saindo, eu só sei que ele levou muitos tiros. O velório deve ser de caixão fechado.
— Foi o Heitor...- meus olhos enchem de lágrimas de pavor e culpa.
— O