O barulho do motor do navio já fazia parte da minha rotina.
Acordei antes do despertador tocar, como sempre, e fiquei por alguns segundos observando a pequena cortina balançando com a brisa que entrava pela janela redonda do alojamento.
Ainda havia resquícios da noite anterior na minha mente: o riso, o toque da mão dele, o som das ondas misturado à música do salão.
Por um instante, pensei que tudo aquilo tivesse sido um sonho bonito — mas o sorriso involuntário que surgiu nos meus lábios me pro