45. Saudade devastadora
Quando os primeiros raios de sol atravessaram as cortinas do quarto, Cássia abriu os olhos devagar. O peso da noite anterior ainda a sufocava. O travesseiro estava úmido, resultado das lágrimas silenciosas que derramou enquanto tentava dormir.
Ela não queria se mover. Seu corpo parecia pesado, como se tivesse correntes invisíveis a prendendo ao colchão. Fechou os olhos de novo, desejando, por um instante, que tudo não passasse de um sonho.
Mas não era.
Charles tinha ido embora. Henrique esta