Mundo de ficçãoIniciar sessãoO beijo foi se intensificando.
Ficando mais quente. Mais impulsivo. Mais perigoso. Quando percebi, estávamos prensados contra a parede do lado de fora da balada, entre beijos apressados e mãos inquietas. Marcus segurava minha cintura com firmeza enquanto aprofundava o beijo sem qualquer vergonha. E Deus… fazia tanto tempo desde a última vez que alguém me beijou daquele jeito. Como se realmente me desejasse. Ele mordiscou minha boca devagar, arrancando um arrepio involuntário do meu corpo inteiro. Meu coração disparou imediatamente. Aquilo era errado. Impulsivo. Insano. Mas, pela primeira vez em muito tempo, eu não queria pensar nas consequências. Marcus aproximou os lábios do meu ouvido e sussurrou com a voz rouca: — Vamos sair daqui. Fechei os olhos por um segundo, tentando recuperar o mínimo de sanidade. Mas eu já estava envolvida demais. E Marcus claramente me queria a qualquer custo. Não demorou muito para entrarmos no carro dele. O perfume masculino invadiu meu nariz imediatamente. Era um cheiro amadeirado, intenso e perigosamente viciante. Fiquei inquieta durante todo o percurso. Marcus dirigia com uma das mãos no volante enquanto eu permanecia ao lado dele apertando minha bolsa contra o colo, tentando esconder o quanto estava nervosa. Eu nunca tinha vivido uma situação como aquela antes. Nunca fui impulsiva. Nunca fui o tipo de mulher que saía de uma balada com um homem desconhecido. Mas nesta noite… parecia que Londres tinha despertado alguma coisa adormecida dentro de mim. Quando o carro parou em frente a um motel, senti um pequeno choque percorrer meu corpo. Meu olhar subiu lentamente pela fachada iluminada enquanto eu tentava disfarçar o nervosismo. Moteis sempre pareceram lugares destinados a amantes. Pessoas vivendo algo escondido. Proibido. E talvez fosse exatamente isso que eu estivesse me tornando naquela noite. Desci do carro sentindo um calafrio percorrer minhas pernas. Naquele momento, eu provavelmente parecia uma adolescente prestes a beijar alguém pela primeira vez. O irônico era que eu estava muito longe disso. Marcus percebeu meu desconforto imediatamente. Ele passou a mão pela nuca antes de falar: — Foi mal… Seu olhar encontrou o meu outra vez. — A gente pode ir para outro lugar, se você quiser. Mas, pela primeira vez em muito tempo, eu não queria fugir. Talvez fosse a bebida. Talvez a carência. Talvez apenas a vontade desesperada de me sentir viva novamente. Então apenas balancei a cabeça negativamente e aceitei entrar com ele. Passamos nossos documentos na entrada e poucos minutos depois estávamos entrando no quarto. As luzes avermelhadas deixavam tudo ainda mais quente. Havia uma hidromassagem no canto, espelhos nas paredes e uma enorme cama redonda coberta por lençóis de seda vermelha. O ambiente inteiro parecia gritar que isso era uma péssima ideia. E mesmo assim… eu entrei. Ele se aproximou lentamente, jogando a chave do carro sobre a cômoda antes de pegar minha bolsa e deixá-la no canto do quarto. Meu coração disparou imediatamente. Virei de frente para ele, tímida, enquanto Marcus me observava com uma intensidade quase injusta. Então, de maneira surpreendentemente carinhosa, ele começou a beijar meu pescoço devagar. Seus lábios quentes deslizaram até meus ombros, fazendo meu corpo inteiro se arrepiar. O vestido apertado parecia sufocante agora. O zíper nas costas quase implorava para ser aberto. Meu corpo queimava sob o toque dele. Marcus passou as mãos lentamente pela minha cintura antes de me virar de costas para ele. Senti sua respiração próxima à minha nuca enquanto seus dedos encontravam o zíper do vestido. Ele o abriu devagar. Muito devagar. O tecido justo deslizou pelo meu corpo até cair aos meus pés, revelando minha lingerie simples de renda preta. Por um instante, senti vergonha. Mas Marcus me olhou como se eu fosse a mulher mais bonita que ele já tinha visto. — Você é a mulher mais linda que eu já vi na minha vida. Fiquei sem graça imediatamente. Talvez porque fazia muito tempo desde a última vez que alguém me olhou daquela forma. Como se realmente me desejasse. Como se eu ainda pudesse ser bonita depois de tudo. Marcus se aproximou outra vez e beijou meus lábios suavemente, quase com paciência dessa vez. As mãos dele deslizaram pela minha cintura antes de me puxarem para mais perto. E quando ele tirou a própria camisa, perdi o ar por um segundo. O corpo definido, os ombros largos e o jeito confiante faziam Marcus parecer perigosamente perfeito. Quase irreal. Ele me beijou outra vez, mais intenso agora, até me fazer perder completamente a noção do que era certo ou errado. Quando me puxou delicadamente para a cama, senti o corpo dele reagindo à nossa proximidade, aos beijos e às carícias cada vez mais quentes. Meu coração disparou imediatamente. E, pela primeira vez em muito tempo… eu me senti desejada de verdade. Ele se afastou de mim por um instante e tirou lentamente a calça jeans. Primeiro revelou a cueca escura marcando perfeitamente seu corpo, e depois a tirou com uma naturalidade absurda, como se soubesse exatamente o efeito que causava em mim. O pau dele é enorme, e que Deus me perdoe, eu nunca vi um pau tão grosso e gostoso desse jeito. Meu olhar desceu involuntariamente pelo corpo dele e senti minhas bochechas queimarem. Marcus era simplesmente lindo. De um jeito quase provocante demais para existir. Ele voltou a se aproximar de mim lentamente. Beijou meus pés. Depois minhas pernas. E então subiu devagar pelas minhas coxas, arrancando arrepios do meu corpo inteiro. Com cuidado, tirou minha calcinha simples de renda preta. O jeito como ele me olhava fazia meu corpo reagir sem controle. Marcus segurou minhas pernas delicadamente, distribuindo beijos lentos pela minha pele enquanto suas mãos me acariciavam como se já conhecessem cada parte sensível do meu corpo. Seus dedos começaram a brincar com meu clitóris, quando ele abriu mais ainda minhas pernas e deixou bem aberta minha boceta. Respirei pesado ao sentir seus lábios quentes próximos demais. — Ah… O gemido escapou antes que eu pudesse impedir. Ele ergueu os olhos para mim com um sorriso baixo e perigosamente convencido. — Você tem um cheiro tão bom… Meu coração disparou. Nem Matt costumava falar comigo daquela forma. Neste momento, depois de meses me sentindo invisível, quebrada e insuficiente… eu me senti desejada outra vez. Marcus continuou me tocando lentamente, como alguém que sabia exatamente o que estava fazendo. E olhando para ele, era impossível não acreditar nisso. Meus mamilos endureceram sob a lingerie e meu corpo inteiro parecia quente demais, sensível demais. Eu já estava começando a perder a paciência com tantos toques lentos e carícias provocantes. Parte de mim só queria puxá-lo para perto e acabar de vez com aquela tensão enlouquecedora. Eu só quero que ele me coma logo. Ele tirou meu sutiã lentamente e passou os dedos pelos meus seios, provocando meus mamilos já endurecidos. A boca dele encontrou minha pele logo em seguida. Primeiro devagar. Cuidadoso. Quase paciente demais. Mas os beijos foram ficando mais intensos conforme meus suspiros aumentavam. Meu corpo inteiro reagia ao toque dele como se estivesse faminto por aquilo há anos. Quando Marcus se afastou por um instante e tirou uma camisinha do bolso, senti um frio percorrer meu estômago. A realidade daquela situação finalmente me atingiu. Fazia muito tempo desde a última vez que estive daquele jeito com alguém. Tempo demais. E, honestamente, nem mesmo nos últimos anos do meu casamento eu me sentia desejada daquela forma. Marcus voltou para cima de mim, segurando minha cintura enquanto abria delicadamente minhas pernas. Respirei fundo, ofegante, encarando seus olhos escuros tão próximos dos meus. Então falei antes que perdesse completamente a coragem: — O que acontecer hoje… fica somente hoje. Minha voz saiu mais baixa do que imaginei. — O que acontecer agora é apenas essa noite. Ele me encarou como se não esperasse por isso. Mas mesmo assim me beijou com mais desejo e tesão, enfiando o pau duro e volumoso dentro da minha boceta.






