POV: Augusto
Entrei na minha sala. O teto não parecia mais estar a dois centímetros da minha cabeça. Pela primeira vez em dez anos, eu conseguia respirar sem sentir o cheiro de mofo do passado do meu pai.
Estou sentado na minha cadeira. O paletó está pendurado no encosto. As mangas da camisa de algodão egípcio estão dobradas até os cotovelos.
Olho pela parede de vidro que vai do chão ao teto. São Paulo continua o mesmo mar de concreto lá fora, mas o meu mundo do lado de dentro foi completame