O despertador do celular do Augusto toca às seis em ponto.
Não é um toque suave de manhã de domingo. É um alarme seco, funcional. O som de quem tem um império para segurar antes do café da manhã.
Abro os olhos.
O peso do braço dele sobre a minha cintura me ancora na cama.
Dormimos. De verdade. Quatro horas de sono pesado, apagados pela exaustão, sem pesadelos com hospitais ou advogados.
Augusto se mexe. Desliga o alarme antes do segundo toque.
Ele senta na cama e passa a mão no rosto, expulsand