A madrugada no trigésimo andar não é silenciosa. O vento bate no vidro com força, como se a tempestade lá fora quisesse entrar na marra.
São quase quatro da manhã.
Estou nessa sala fechada há sete horas.
Meu notebook velho está quente em cima da mesa de jantar. Meus olhos ardem. Mas eu não consigo parar.
Parar significa pensar. E pensar, agora, é perigoso.
Se eu parar, vou lembrar que o homem que tentou destruir minha vida está num hospital de luxo.
Se eu parar, vou lembrar que o pai da minha f